Rosebud

O filme só viria a ser reconhecido e a ganhar o estatuto de que hoje goza após a Segunda Grande Guerra. O grande mérito de Orson Welles, que tinha apenas 25 anos quando realizou O Mundo a Seus Pés ou Citizan Kane, foi o de ter quebrado com as regras cinematográficas da altura utilizando técnicas novas relacionadas com movimentos de câmara, flashbacks, iluminação pouco convencional e percursora dos Film-Noir, baixos ângulos de câmara que permitiam ver o tecto; utilização de vários pontos de vista dos personagens para contar a história. O Mundo a Seus Pés marca uma viragem no cinema enquanto forma de arte e a sua influência perdura até aos nossos dias. Pelo 4.º Mandamento e A dama de Xangai, Orson Welles merece figurar num panteão dos grandes realizadores da história do cinema.
PS: Isto de ter amigos fantásticos permite-me «abrilhantar» a prosa. Tiago, muito obrigada por estares atento... . «...sem dúvida um dos melhores filmes de sempre, Orson Welles era um génio, um mágico (literalmente). Mas o filme é o que é hoje também devido a um senhor chamado Greg Toland, director de fotografia. Foi a primeira vez que se utilizou o "deep focus shot", o que permitiu a criação de imagens perfeitas e focadas na totalidade, como na clássica cena onde Kane, em criança, brinca na neve (visto pela janela) enquanto os pais, dentro de casa, "assinam" o seu destino e o passam ao tutor. Nos créditos iniciais, e é caso raro, os nomes de Orson Welles e Greg Toland aparecem ao mesmo tempo, como se tivessem a mesmo importância. O deep focus já seria utilizado nos finais dos anos 30. Kane foi o grande exemplo a seguir, pelo brilhantismo das composições e marcou uma tendência no estilo clássico americano na década seguinte»
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